Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova: Património, Tradição e Divulgação Cultural

Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova

O Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova foi fundado a 15 de agosto de 1965, constituindo-se como uma das mais antigas e relevantes instituições dedicadas à preservação do folclore na Região Autónoma da Madeira. Pouco tempo após a sua criação, foi formalmente reconhecido com a emissão do Alvará do Governo do Distrito Autónomo do Funchal, a 22 de março de 1966, assinado pelo então Governador João I. Camacho de Freitas, Capitão-de-Mar-e-Guerra.

Ao longo da sua história, o grupo consolidou-se como uma instituição de grande importância cultural, tendo sido distinguido como Instituição de Utilidade Pública pela Resolução n.º 905/94, de 29 de setembro, publicada no JORAM a 7 de outubro de 1994. No mesmo ano, recebeu ainda o Estatuto de Superior Interesse Cultural, reconhecido a 9 de dezembro e publicado a 11 de janeiro de 1995, refletindo o seu papel fundamental na preservação e promoção da etnografia madeirense.

Reconhecimento e distinções

O trabalho desenvolvido pelo grupo ao longo das décadas tem sido amplamente reconhecido por entidades oficiais. Em 1990, por ocasião do seu 25.º aniversário, a Câmara Municipal do Funchal atribuiu-lhe, por unanimidade, um “Voto de Louvor” pelo contributo relevante na valorização do folclore e da cultura regional.

Em 1995, foi novamente distinguido com um “Voto de Louvor” pelo trabalho desenvolvido no âmbito do “Roteiro Etnográfico das Carreiras”. No ano seguinte, em 1996, o diretor técnico do grupo, Danilo José Fernandes, foi homenageado pelo Governo Regional da Madeira com o galardão de “Mérito Turístico”, pelo seu contributo na área do folclore e da etnografia.

Mais tarde, em 2006, a instituição voltou a ser agraciada com o mesmo galardão de “Mérito Turístico”, em reconhecimento dos relevantes serviços prestados à cultura regional.

Projetos, inovação e património cultural

Em 2000, o grupo criou a formação “Dança das Espadas”, que passou a integrar as celebrações tradicionais, com destaque para a sua participação regular no Arraial de São Pedro, na Ribeira Brava.

Um dos projetos mais relevantes da instituição foi a inauguração, a 18 de abril de 2007, do Núcleo Museológico de “Arte Popular”, situado no Centro Cívico de Santa Maria Maior. Este espaço cultural preserva e expõe um vasto espólio etnográfico, incluindo trajes tradicionais da Madeira e ferramentas ligadas ao cultivo do linho, consideradas elementos essenciais do património rural madeirense. O núcleo encontra-se aberto ao público de segunda a sexta-feira, entre as 10:00 e as 17:30.

O grupo é ainda responsável pela organização de eventos de grande relevância cultural, como a Semana Europeia de Folclore, a Feira de Arte Popular Madeirense e o Encontro de Xarambistas, iniciativas que promovem o intercâmbio cultural e a divulgação do folclore madeirense.

Representação internacional e projeção cultural

Ao longo da sua existência, o Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova tem representado a Região Autónoma da Madeira e Portugal em numerosos países da Europa, América do Norte e América do Sul.

Entre os destinos destacam-se Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Alemanha, Áustria, Croácia, Lituânia, Letónia, Finlândia, Suécia, Noruega, Reino Unido, Rússia, Canadá, Estados Unidos da América e Venezuela. A nível nacional, o grupo realizou mais de 30 digressões pelo continente português, além de participações nas Regiões Autónomas dos Açores e Canárias, bem como em territórios como Curaçau e Martinique.

Contactos e ligação à comunidade

Núcleo Museológico

Email: boanova.museu@gmail.com

Facebook: https://www.facebook.com/nucleo.museologico

Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova

Telefone: 917 235 321 / 961 971 946

Email: grupo.boanova@gmail.com

Um legado vivo da identidade madeirense

O Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova afirma-se como uma instituição de referência na preservação, investigação e divulgação do folclore e da etnografia da Madeira. Através do seu trabalho contínuo em palco, em contexto museológico e em projetos culturais, o grupo mantém viva a memória coletiva do povo madeirense, assegurando a transmissão das suas tradições às novas gerações e reforçando a identidade cultural da região.

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