Rúben Aguiar revelou desde cedo uma forte ligação à música, influenciado pelo pai, Armando Aguiar. Aos 10 anos ingressou no Conservatório de Música e, mais tarde, teve oportunidade de atuar ao lado de diversos artistas, tanto em Portugal como no Reino Unido. Apesar da paixão pela música, admite que no início sentia algum receio em palco. “Cantava uma música ou outra, mas tinha sempre um certo receio”, confessou o artista madeirense.
A primeira atuação a solo aconteceu em 2011, no restaurante Mar Azul, em Londres. Desde então, Rúben Aguiar garante ter recebido um forte carinho da comunidade madeirense emigrada no Reino Unido.
O cantor esteve à conversa com João Luís Mendonça no programa “Madeira em Festa”, onde recordou o percurso artístico e a ligação à música. Foi em agosto de 2017.
Entretanto, o nome de Rúben Aguiar voltou recentemente à atualidade devido ao processo judicial em que está envolvido. O cantor deu entrada no Estabelecimento Prisional do Funchal, após esgotar todos os recursos apresentados pela defesa.
O artista foi condenado a seis anos de prisão por tentativa de homicídio, relacionada com um incidente ocorrido em 2023, numa bomba de gasolina em Alcochete. De acordo com o processo, Rúben Aguiar atropelou Carlos Sales, que esteve internado durante vários dias e ficou com sequelas físicas. Após o incidente, abandonou o local sem prestar auxílio.
Durante mais de dois anos, o cantor permaneceu em prisão domiciliária, período em que continuou a partilhar nas redes sociais vários momentos em família. Contudo, segundo o Correio da Manhã, a medida terminou a 18 de maio, ficando confirmado o cumprimento de pena efetiva em estabelecimento prisional.
O advogado da vítima, Pedro Nogueira Simões, criticou recentemente a demora do processo judicial, defendendo “a necessária celeridade processual, em nome da dignidade da justiça, da igualdade das partes e da efetiva concretização da decisão condenatória”.
















